Resenha – Uma História de Amor e Fúria (2013)

ficha técnica
Direção e roteiro: Luiz Bolognesi
Elenco: Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro
Empresa produtora: Buriti Filmes e Gullane
Produção: Buriti Filmes e Gullane

​Distribuição: Europa Filmes
Duração: 75 minutos
Gênero: Animação
Ano – 2013

Daiane Lima – Acadêmica do 3º semestre de Relações Internacionais

Uma animação brasileira chamada Uma História de Amor e Fúria (2006), narra a história do imortal herói Abeguar- de origem indígena- e de sua amada Janaína. A longa metragem está baseada em um mal, pois, há uma luta de Abeguar contra o espírito maligno de Anhangá e esta entidade é expressada pela presença do homem branco colonizador que viria trazer morte e desgraça, assim como acabaria com toda a natureza e culminaria na poluição dos rios e escassez da água. Mas também, desenvolve-se durante as décadas do Brasil, isto é, desde o período da colonização dos portugueses no Brasil, de momentos históricos do Brasil como a balaiada e ditadura militar… até o futuro no ano de 2096.
O filme retrata de amor que perdura épocas, pois, Abeguar procura incansavelmente por Janaína, em cada momento da história. Quando os dois se encontram, o amor completa-os. Sabemos que há vários períodos, porém, focaremos no ano de 2096.
No ano de 2096, o Brasil e o restante mundo vivem um momento perturbador, porque há de recursos naturais. A trama se passo no estado do rio de janeiro, onde a política e economia está devastada, porque ela estava sob o dominado de milicianos.
João Candido, o protagonista, reencarna como um jornalista que estava indignado com a situação e denunciava todos esses problemas; já Janaina vivia como prostituta, porém, atuava secretamente em um grupo de guerrilheiros em prol de uma distribuição igualitária de água, porque somente os ricos tinham acesso à água potável e os pobres não, pois a empresa AquaBras tinha o controle do aquífero Guarani.
Uma análise de acordo com relações internacionais, podemos relacionar com a teoria de transferência de poder e de difusão de Joseph Nye (1997) -que é um cientista político norte-americano e o co-fundador da teoria do neoliberalismo. Pois, atualmente, sabemos que a moeda internacional é o dólar, mas, no filme, em 2096, uma fala chamou atenção: “Pago 500 yuanes por noite para tê-la comigo”. Yuan é a moeda chinesa, ou seja, futuramente, o dólar não será mais a moeda internacional, indicando que os Estados Unidos perderão o status de potência mundial para a China, ratificando a teoria de transferência de poder.
Pode-se relacionar o filme com a teoria de difusão: hard power ( economia, política e bélico) soft power ( influencia, dimensão cultural e etc.) e smart power (junção dos dois) de Nye (1997) em relação à patente da água do doce, pois, a América Latina, principalmente o Brasil, são muito vislumbrados mundo a fora por causa da floresta Amazônia, porque o planeta possui atualmente 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água; porém, 97,5% desse total é formado por água salgada (Ribeiro, 2005), logo, aquele que possui o poderio sobre este recurso natural que é essencial para vida estará sobre o comando dos países que possuem o smart power, que provavelmente será a China.
Desta forma, o filme é de suma importância para relações internacionais, porque além de aprendemos um pouco sobre a história do Brasil, podemos fazer uma análise do sistema internacional atualmente e como ele estará futuramente.

Referências

Library of Congress Cataloging-in-Publication Data Keohane, Robert O. (Robert Owen) Power and interdependence / Robert O. Keohane, Joseph S. Nye. — 4th ed.

Ribeiro, N. d. (2005). A questão geopolítica da Amazônia: da soberania difusa à soberania restrita. Brasília: Edições do Senado Federal; v. 64.

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