Independência da Índia à luz do pensamento idealista de Norman Angell.

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Jovana Ramos – Acadêmica do 3º semestre de Relações Internacionais da UNAMA

A teoria Idealista das Relações Internacionais parte do pressuposto que para se alcançar a paz, não há necessidade de se recorrer a uma guerra, isto é, se prevalece a solução pacífica de conflitos, além de que concordar com a igualdade entre os Estados e a autodeterminação dos povos.

Norman Angell, idealista moderno, publica seu livro “A Grande Ilusão”, de 1910, com o objetivo de criticar a guerra, uma vez que ele a considerava irrelevante para a sociedade, “meu objetivo não é provar que a guerra é impossível, mas é inútil” (ANGELL, 1910, ) e, consequentemente, não produzia nenhum bem material àqueles que a executavam, ou seja, o crescimento de uma nação não está relacionado com a guerra.

Em 15 de agosto de 1947, a Índia tornou-se independente do Império Britânico, o qual tinha domínio econômico, cultural e político desde o século XIX e, portanto, afetava a população indiana. Logo após a primeira Grande Guerra, o movimento para tornar a Índia autônoma intensificou-se, e o processo foi marcado por inúmeras manifestações, lideradas por Mahatma Gandhi, importante ícone que comandava multidões e organizava campanhas de resistência pacífica.

Uma das principais influências de Gandhi na Independência da Índia fora a desobediência civil, a qual consistia em desobedecer às leis britânicas de forma pacífica, tal como: não votar, fazer greve de fome ,sobretudo contra a violência. Um exemplo foi o Movimento Quit India (1942),o qual tinha o objetivo de deixar a Índia ingovernável para os britânicos. Ademais, a prisão de Gandhi, em 1942, foi sublime para a emancipação da Índia, uma vez que foi considerada como ato heroico e de resistência, dessa forma teve influência ao povo insatisfeito.

Destarte, por pressões dos indianos ao governo britânico, o império inglês foi desfazendo-se e, devido não conseguir reprimir as manifestações, ocorre a independência da Índia, tendo o país conquistado sua autonomia, tornando-se uma nação democrática. Tendo em vista o pensamento idealista de Angell e relacionando com a independência da Índia, nota-se que o país obteve sua liberdade sem, necessariamente, precisar utilizar o uso da força, tendo, sobretudo, ocorrido de forma pacífica, uma vez que a guerra é inútil para o crescimento de um Estado, e Gandhi não precisou utilizar-se de meios violentos.

REFERÊNCIAS:
SARFATI, Gilberto. Teorias de Relações Internacionais. São Paulo: Saraiva, 2005.
ANGELL, Norman. A Grande Ilusão. Editora Universidade de Brasília, 2002.
GRAY, Lucy. India Independence Day: Four things you should know about Partition and this historically important day.
<https://www.independent.co.uk/news/world/asia/india-independence-day-indian-72-modi-healthcare-gandhi-partition-google-doodle-a8492041.html&gt; Acesso em 17 de janeiro de 2020.
INDIA, Cultural. History of India’s Independence <https://www.culturalindia.net/indian-history/modern-history/indian-independence.html&gt; Acesso em 19 de janeiro de 2020.

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