Resenha – Capitão América (2011)

Yasmin Garcia – Acadêmica do 4º semestre de Relações Internacionais.

Ficha Técnica
Direção: Joe Johnston.
Produção: Kevin Feige.
Distribuidora: Paramount Pictures, Marvel Studios.
Elenco Principal: Chris Evans, Tommy Lee Jones, Hayley Attwell, Hugo Weaving.

Lançado em 2011, o filme sobre o primeiro vingador, da Marvel, arrecadou cerca de US$ 176,6 milhões em seu ano de estreia (G1, 2016). Com a direção de Joe Johnston e, como protagonista, Chris Evans, o longa conta a história do surgimento e ascensão do icônico Capitão América.
A obra contextualiza-se na década de 1940, na qual o jovem Steve Rogers anseia entrar para o exército estadunidense e lutar na guerra pelo seu país. No entanto, o protagonista é muitas vezes reprovado na seleção, até ser descoberto por Abraham Erskine, um cientista que o usa como teste para a experiência do super soldado americano.
Após ser transformado em uma arma humana, contudo, Rogers é impedido de ir lutar contra os nazistas e permance permanece nos Estados Unidos, como símbolo do exército. O herói passa boa parte do enredo fazendo parte de campanhas e propagandas que rodam todo o território, incentivando o alistamento de homens.
Enquanto isso, o chefe de armamento Johänn Schmidt, alemão que serve ao regime de Hitler, desenvolve um plano de dominação mundial, através do aproveitamento do objeto mágico, conhecido como Tesseract. O vilão, que também é chamado de Red Skull, é demonstrado como um personagem egocêntrico e cruel com ações desumanas.
Apesar de ser uma cronografia já famosa mundialmente, a análise desta vai muito além de apenas um herói tentando salvar o mundo. O Capitão América fora criado na década de 1940, contemporâneo da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), contexto no qual os Estados Unidos se utilizaram muito do seu poderio, além de militar e bélico, ideológico para buscar aliados.
A exemplo disso, o Red Skull é um alemão, nazista, e funcionário de Hitler. Não obstante sua aparência física um tanto quanto assustadora, os nazistas jamais teriam como símbolo um soldado que usasse uma máscara em forma de caveira. Até porque, em suas peças de propaganda, os nazistas gostavam de retratar a si mesmos como belos e simpáticos, enquanto que os judeus eram retratados com aparência monstruosa. (VILELA, S.I).
A teoria que pode ser utilizada para compreender o marketing americano, provém de Michel Foucault, importante autor do Pós-Modernismo. As práticas discursivas, segundo o autor, são o modo da sociedade de ressaltar os discursos dominantes, expressando o domínio da ideia sobre a população (BRAGANÇA, S.I).
Durante a conjuntura supracitada, percebe-se que é exatamente o que acontece, quando Steve Rogers, mesmo que indiretamente, derrota Adolf Hitler.
O longa ainda possui figurinos incríveis, cenários bem montados e efeitos especiais impecáveis. Torna-se uma ótima sugestão para o seu final de semana.

REFERÊNCIAS

1 [S.I] Capitão América: Guerra Civil’ lidera bilheterias em estreia nos EUA. G1 Cinema: 2016. Disponível em http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/05/capitao-america-guerra-civil-lidera-bilheterias-em-estreia-nos-eua.html

2 VILELA, Túlio. Quadrinhos e 2ª Guerra Mundial – Capitão América e os roteiristas judeus. UOL História Geral: S.I. Disponível em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/quadrinhos-e-2-guerra-mundial-capitao-america-e-os-roteiristas-judeus.htm

3 BRAGANÇA, Daniel Avellar. A Teoria Pós-moderna Das Relações Internacionais: Uma Discussão. UFSC: São Paulo, [S.I].

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s