Por um mundo que respeite a diversidade: dia do orgulho LGBTQIA+

Felipe Soares – Acadêmico do 7º semestre de Relações Internacionais.

Junho é considerado mundialmente o mês do orgulho LGBTQIA+, e isso se deve a um fato histórico ocorrido em Nova York no dia 28 de junho de 1969, em um conhecido bar chamado Stonewall Inn. Neste dia, um grupo de pessoas da comunidade LGBTQIA+ (modernamente, “comunidade” tem como definição a partilha de valores em comum, gerando o sentimento de pertença a um agrupamento social, espacialmente definido ou não) reagiram à uma série de agressões e violências policiais que frequentemente aconteciam, baseadas inteiramente no preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.
Um ano depois, nasceu a primeira Parada do Orgulho LGBTQIA+, um histórico e importante movimento de luta de grande repercussão que acontece até os dias de hoje em diversas cidades do mundo. Celebrar essa data tão importante não se refere somente a festas, mas sim a reivindicar direitos de expressões que ainda são reprimidos, tais como: de ser plural e diferente e ainda sim ter direito a igualdade; igualdade no amor; na família; na saúde; no trabalho; na educação; na política; na cultura. Mês de celebração de muitas conquistas e de gratidão aos que lutaram e morreram sendo quem são e de contínuas lutas, para continuar batalhando todos os dias contra toda e qualquer violência decorrente da orientação sexual e identidade de gênero.
No âmbito das Relações Internacionais, a preocupação do liberalismo é sempre com a transformação do Sistema Internacional, adaptando-o aos modelos de paz, liberdade e prosperidade, supostamente vigentes no interior das sociedades liberais nacionais. A partir desses preceitos, o político norte-americano Woodrow Wilson, então presidente dos EUA, defendeu as práticas idealistas que ajudariam a modificar o status quo internacional e reduziriam os incentivos para que os Estados se dedicassem a privilegiar seus interesses imediatos em detrimento dos interesses coletivos. Não é novidade que o papel da educação é preponderante como fator de transformação social, que passa pela inclusão social, pela construção da cidadania e pelo apreço à democracia.
Portanto, que não somente leis que punem atos discriminatórios contra a comunidade LGBTQIA+ existam, mas que também se tenha políticas públicas de educação e transformação para uma sociedade que respeite a diversidade.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Silvia Maria de; BRIDI, Maria A. Sociologia: um olhar crítico. Editora Contexto. (Ed. 1)

JATOBÁ, Daniel. LESSA, Antônio Carlos (coord.). OLIVEIRA, Henrique Altemani de (coord.). Teoria das Relações Internacionais. Saraiva: São Paulo, 2013.

GRIFFITHS, Martin. Woodrow Wilson. In:_____50 grandes estrategistas das relações internacionais. Contexto: São Paulo, 2004.

MALUF, Adriana Caldas. Direito das famílias: amor e bioética. Imprenta: Rio de Janeiro, 2012.

[S.I.] 50 anos de Stonewall: saiba o que foi a revolta que deu origem ao dia do orgulho LGBT. BBC News: Brasil, 2019. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/geral-48432563

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