A inevitável queda de Constantinopla

Luiz Augusto Queiroz Santos – Acadêmico do 1° semestre de Relações Internacionais

Constantinopla era a capital do Império Bizantino, este que foi um dos reinos mais prósperos na idade média, diferente das outras organizações políticas que estavam vivendo à época dos feudos, onde o comércio era mínimo e escasso de tal forma que tornavam as poucas cidades que possuíam esta vantagem, mais poderosas que outras. O Império Bizantino possuía uma moeda, uma capital populosa e até mesmo um código de leis, o chamado de código Justiniano, que como dito é no livro “A Queda de Bizâncio” (MONTEIRO, 2016), foi criado a partir da reformulação da lei romana. O codex Iustinianus trouxe um dos primeiros exemplos de criação de leis, estas que foram feitas para que todas as classes, desde os mais ricos até os mais pobres pudessem a compreender.

Durante anos existiram dois impérios romanos, o império do ocidente, onde havia predominância dos povos latinos e o império romano do oriente onde havia maior influência da cultura grega. Constantinopla surgiu na Roma oriental durante a troca de capitais pelo motivo de ser uma cidade que permitia a ligação do Mar Negro e Mediterrâneo e permitia a passagem da Europa para o Oriente Médio e a Ásia. Ela sobreviveu a queda do Império Romano do ocidente porém durante a quarta cruzada, feita em 1202 e encerrada em 1204, onde nobres convocados por Inocêncio III invadiram a cidade e a saquearam por 3 dias. Deste então, a cidade foi dominada mas foi recuperada pelos bizantinos em 1261, porém estava enfraquecida agora só tendo como território uma parte do Peloponeso e a cidade em si.

Além deste fator outros contribuíram para sua queda, como as guerras travadas com o império Otomano que tinha uma vontade histórica de tomar a cidade para si, então o sultão Mehmed II, formou um cerco que durou 54 dias, os bizantinos tentaram defender até onde foi possível mas já havia se tornado inevitável sua queda. A cidade foi novamente saqueada e é dito no livro “The Fall of Constantinople” (PEARS, 2008), que os Otomanos saquearam a cidade, o massacre foi tamanho que o então sultão teve que ordenar suas tropas pararem por medo de não sobrar nada de sua conquista. A cidade, logo após isso se tornaria a capital do império Otomano, mais tarde sendo conhecida como Istambul.

Devido ao contexto em que a cidade e todo o império Bizantino estavam inseridos, era muito provável que a queda ocorresse, e caso não houvesse acontecido pelas mãos do Império Otomano, teria acontecido por algum dos reinos no ocidente, como as repúblicas Italianas ou a Hungria, que séculos antes haviam derrubado o império do Ocidente.

REFERÊNCIAS:

MONTEIRO, João. A QUEDA DE BIZÂNCIO. Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2016.

GIBBON, Edward. DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO. Companhia das letras, 2005.

PEARS, Edwin. THE FALL OF CONSTANTINOPLE : BEING THE STORY OF THE FOURTH CRUSADE. Kessinger Publishing, 2008.

VINCENTE, João O DISCURSO DA DISSENSÃO E DA UNIÃO NAS CRUZADAS NO ORIENTE. Revista OPISIS, 2011.

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