Lucas Patrick – Acadêmico do 3° semestre de Relações Internacionais da UNAMA

O teórico Robert Gilpin, em suas obras, retrata que uma economia internacional liberal estável só seria possível se sustentada por potencias hegemônicas, e no pensamento do autor, para se tornar hegemônico, é preciso dominar a economia e depois a questão militar. Indubitavelmente o poder naval ajuda a garantir estabilidade e equilíbrio na segurança dos mares e na economia.

O oceano promove um papel fundamental na globalização econômica e na política internacional. A cada momento que se passa a importância dos mares se torna cada vez mais abrangente, apresentando uma grande importância econômica e militar e sendo uma relevante fonte de riqueza, além de ser um dos principais meios de locomoção que conectam povos e redes comerciais. O poder marítimo é um conceito mais amplo, e perpassa todas as atividades relacionadas ao uso dos mares e oceanos, não somente militares.

Certamente o oceano é uma projeção do poder econômico e militar no âmbito regional e global; esse poder capacitado dos mares é o principal motivo que os Estados buscam se desenvolver no meio, fato que acontece desde a antiguidade, como é discutido pelo economista e cientista político Robert Gilpin que diz que para garantir a estabilidade e a hegemonia deve-se dominar a economia. Sabemos que isso foi praticado pelos britânicos durante 300 anos, pois o poder marítimo da Inglaterra dominou os mares. No seu apogeu, durante o século XIX, o poder marítimo era aquele que impulsionava a potência e trazia a riqueza das nações.

A segurança e a defesa do poder naval é o componente militar do poder marítimo, por isso, o tratado de bases, navios de guerra e todo apoio que suporta as marinhas de guerra são componentes essenciais e são elementos políticos e estratégicos para as operações de defesa de alcance local, regional e principalmente de alcance global. Sabe-se que esse tipo de poder é necessário na ordem mundial e na política internacional para estabelecer uma liderança global no âmbito militar e comercial.

Assim, os componentes do poder marítimo são constituídos pelas forças navais: aeronavais, fuzileiros navais, bases navais, posições de apoio, estrutura logística, entre outros. Já a marinha mercante facilita os serviços e organiza a utilização dos transportes marítimos e fluviais relacionados aos portos, terminais, meios e instalações de apoio e controle, constituídas pelos estaleiros de construção e reparos, matérias de defesa de aprestamento naval.

REFERÊNCIAS:

CARDOSO, Giucemar T.. AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS NO SÉCULO XXI: DESAFIOS AO PODER NAVAL BRASILEIRO UM DESAFIO AO PODER NAVAL BRASILEIRO NO ALVORECER DO SÉCULO XXI: A Amazônia Azul. Escola de Guerra Naval. Rio de Janeiro, 2015

ALSINA JUNIOR, João Paulo S.. Rio-branco, grande estratégia e poder naval. 1 ed. Rio de Janeiro, 2015

GILPIN, Robert. The Political Economy of International Relations. Princeton University Press, 1987.