Resenha – O Diário de Anne Frank (1947)

Yasmin Garcia – Acadêmica do 3º Semestre de Relações Internacionais

O livro publicado em 1947, que se tornou best-seller ao redor do mundo, conta a história de Anne Frank, uma menina judia de 13 anos que vivia na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Ao ter sua filha Margot, chamada para um campo de concentração, Otto e Edith Frank decidem se mudar com a família para o que Anne chamava de Anexo Secreto.
Em primeiro plano, é necessário apresentar um contexto de tudo o que estava acontecendo: em 1940, o regime nazista implementou um pacote de medidas antissemitas nos países que havia dominado. Por exemplo, ele passou a ser proibido que uma empresa fosse administrada por um judeu. Assim, a nova lei obrigava que todas elas fossem registradas e passassem por um processo de “arianização”.
As duas filhas dos Frank já estavam sendo obrigadas a estudar em uma escola apenas para judeus, que era a realidade predominante na época. Tudo ficou mais assustador quando a mais velha foi convocada para um Campo de Concentração, no dia 5 de julho de 1942. No entanto, a parentela já estava organizada, e no dia seguinte, eles partiram para o esconderijo que ficava em cima de um ponto comercial do casal Kraler e Miep Gies.
Lá dentro, Anne começou a relatar todos os acontecimentos em seu diário, que ela ganhara de presente em seu aniversário semanas antes. O período do Anexo Secreto também marcou o primeiro amor da protagonista: Peter van Pels, filho do sócio de seu pai – que também morava com eles -, com quem a menina teve seu primeiro beijo. A família teve o esconderijo como moradia por exatos 2 anos e 1 mês, até que foram descobertos.
No dia 4 de agosto de 1944, funcionários nazistas que vasculhavam o ponto comercial acabaram achando os judeus que lá estavam escondidos, levando-os imediatamente para um centro de detenção. Na correria, as folhas do diário de Anne ficaram para trás. Ao chegar ao campo de concentração, os homens e mulheres foram separados. Essa foi, então, a última vez que Otto viu sua esposa e suas filhas. Edith ficou sozinha, adoeceu e morreu em janeiro de 1945; já Anne e Margot chegaram ao novo destino e trabalharam juntas, mas as condições ali eram ainda piores do que Auschwitz. O frio era insuportável, não havia alimento, e o tifo, doença bacteriana, já tinha se tornado uma epidemia entre as prisioneiras. Diante da situação, Margot e Anne ficam doentes e morrem apenas uma semana antes do campo ser libertado pelos aliados.
Otto Frank, o único sobrevivente, voltou ao Anexo depois do fim da guerra, onde encontrou as anotações e relatos de sua filha. Apesar de ter dificuldades no início, o patriarca encontrou uma editora em Amsterdã que aceitou publicar o livro, que hoje vende cópias traduzidas em mais de 70 idiomas. A história de Anne Frank é uma das mais famosas e impactantes, influenciando muitos jovens a lerem a obra escrita pela menina de 13 anos na Alemanha nazista.
Portanto, percebe-se a importância histórica, social e cultural do livro, que conta as atrocidades cometidas contra o povo judeu, além de ser uma boa sugestão de leitura, principalmente para quem gosta de história.

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