alexandre_o_grande_wikimedia

Matheus Castanho Virgulino – Acadêmico do 3° semestre de Relações Internacionais da UNAMA

“Ó afortunada juventude, de poder ter Homero como arauto de sua glória!” assim disse Alexandre o Grande, rei da Macedônia ao visitar a tumba de Aquiles, o seu herói de infância, e cujo desejo de alcançar igual glória motivou o jovem rei a forjar um domínio que se estenderia da atual Bulgária ao Paquistão, das areias do Egito as montanhas do Cáucaso, assim como derrotar o maior império de seu tempo… Tudo em um período de 10 anos.

Alexandre nasceu em um período de transição na história grega. A guerra do Peloponeso havia enfraquecido as potências de Atenas e Esparta para dar lugar a ascensão de Tebas. Esta mesma que acabaria por ser subjugada por Felipe II, rei da Macedônia e pai de Alexandre, cujo povo sempre havia sido considerado “semi-bárbaro” por outros gregos, sendo nomeado supremo comandante para a campanha contra os persas. Alexandre teve uma educação promissora, foi educado pelo maior filósofo da época, Aristóteles, que cultivaria em Alexandre o amor pelo saber e pela literatura Homérica.

Felipe foi assassinado em 336 a.c fazendo com que o jovem Alexandre de 20 anos tomasse o trono Macedônio e assumisse a invasão da Pérsia. Após subjugar novamente Atenas e Tebas, Alexandre cruzou o Helesponto para a Ásia menor, com o objetivo de liberar as cidades Gregas ainda sobre o domínio Persa. Foi o começo de uma das maiores campanhas da história militar.

Alexandre contava com um exército de cerca de 40 mil soldados de toda a Grécia, incluindo a famosa cavalaria da Tessália. Porém a maior força do exército era a falange, a formação criada por Felipe II que contava com 19 linhas com 8 soldados cada, todos carregando a Sarissa, uma longa lança de 7 metros, criando uma unidade praticamente impenetrável. Essa genialidade militar, junto com as estratégias de Alexandre, fez com que os gregos derrotassem os persas em todas as batalhas da campanha, podendo conquistar a Anatólia, a Síria, a Fenícia e até mesmo o Egito, onde Alexandre foi coroado como Faraó.

O rei persa Dário tentou parar Alexandre em Gaugamela, no entanto foi derrotado e Alexandre tomou as importantes cidades de Babilônia e Persepólis sendo esta última a capital cerimonial da Pérsia. Ela foi completamente destruída por Alexandre, com sua população sendo escravizada. Alexandre continuou derrotando a resistência persa remanescente até alcançar o riu Hindus, sendo o primeiro grego a ultrapassá-lo, derrotando o rei Indiano de Pauravas e o subjugando como vassalo.

Alexandre queria continuar até o “fim do mundo”, porém sobre protestos de seu exército ele teve que retornar até a sua capital na Babilônia, onde começou a organizar seu império e acabou adotando muitos costumes administrativos e culturais persas. Alexandre viria a morrer a um ano depois em 323 a.c com apenas 32 anos de idade.

O império de Alexandre não sobreviveria à sua morte. Sendo seus domínios divididos entre seus generais, os chamados “Diadochi”. No entanto ele deixou uma marca permanente na história do mundo, iniciando a era do Helenismo, e inspirando muitos outros conquistadores posteriores, como Júlio César e Napoleão, até mesmo sendo tema da música “Alexander the Great” do Iron Maiden.

Quer saber mais sobre as campanhas de Alexandre ? Clique aqui :
https://youtu.be/K7lb6KWBanI

REFERÊNCIAS :

SCOTT, Michael. DOS DEMOCRATAS AOS REIS. Editora Record, 2012

PLUTARCO. AS VIDAS DE ALEXANDRE E CÉSAR, 4° EDIÇÃO. Editora Nova Fronteira, 2016.