Dicas de filmes

Jaiane Madza Almeida – Acadêmica do 3° semestre de Relações Internacionais da UNAMA

O fotógrafo de Mauthausen (2018)

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Direção: Mar Targana

Elenco: Mario Casas, Richard Van Weyden, Alain Hermández

Ainda hoje há quem diga que o holocausto não existiu ou quem tenta romantizar a situação. Para quebrar qualquer argumentação, basta observar as fotos feitas por Francesc Boix, durante a Segunda Guerra Mundial. Quando Adolf Hitler percebeu que iria perder a guerra, mandou incinerar todas as provas das atrocidades cometidas sobre seu comando. O filme “O fotógrafo de Mauthausen” conta a história de como Boix conseguiu salvar essas fotos.

Francesc Boix foi um ex-soldado que lutou na Guerra Civil da Espanha, preso no campo de concentração de Mauthausen. Para tentar sobreviver, ele se torna o fotógrafo do diretor do campo. Quando Boix descobre que o Terceiro Reich perdeu para o exército soviético na batalha de Stalingrado, ele decide que agora sua missão é salvar os registros dos horrores cometidos no local.

A produção feita pela Netflix, permitiu ao público ter acesso a essa terrível época e mostra histórias desconhecidas como a de Boix e nos permitiu saber como as imagens foram registradas e todo o esforço feito por ele. “O fotógrafo de Mauthausen” é mais um filme que mostra a crueldade feita pelos nazistas e o sofrimento vivido pelos judeus e os outros povos.

A lista de Schindler (1993)

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Direção: Steven Spielberg

Elenco: Liam Neeson, Ben Kingsley, Ralph Fiennes

O filme é narrado durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto Hitler tentava dominar o mundo e erradicar as raças “impuras”. Na época,  um alemão se sensibilizou com a situação dos judeus e destinou toda a sua fortuna para salvar o máximo de pessoas da morte. Tratava-se de Oskar Schindler, um empresário bem sucedido da época, que ao ver a situação vivida pelos judeus, resolveu contratar alguns para trabalhar em sua fábrica, isso permitiu a eles uma certa segurança durante o tempo que passavam lá.

Para manter seus trabalhadores protegidos, ele sustentava a afirmação de que eles eram essenciais para a iniciativa da guerra, por isso, sempre interveio por eles quando eram submetidos às condições brutais no campo de concentração. Schindler foi preso três vezes pelas autoridades alemãs, pois desconfiavam que ele dava auxílio não autorizado aos judeus. Porém, nada nunca era provado, então não conseguiram o condenar.

Em 1944, Schindler conseguiu autorização dos alemães para mudar sua fábrica para Morávia e deu um jeito de manipular e elaborar várias versões da mesma lista com os nomes de 1.200 judeus necessários para trabalhar em sua nova fábrica. Anos após sua morte, o memorial israelense do Holocausto, Yad Vashem, concedeu a Schindler o título de “justo entre as nações ” pelos esforços de resgate na época da guerra. O filme, baseado em fatos reais, é gravado em preto e branco para manter a referência das imagens gravadas na época.

Em alguns momentos do filme, aparece uma menina usando um casaco vermelho, o que a fazia se destacar entre os personagens. Essas cenas foram inspiradas em uma menina que esteve no holocausto e conseguiu sobreviver e, em 2002, escreveu o livro “a menina do casaco vermelho” contando sobre seus dias na guerra.

” A lista de Schindler” foi indicado a 12 prêmios no Oscar e ganhou sete, sendo eles: Melhor fotografia, melhor diretor, melhor edição, melhor cinematografia, melhor adaptação, melhor direção artística e melhor trilha sonora original. 

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