Guerra do Iraque

Gabriel Rocha Monteiro – Acadêmico do 3° Semestre de Relações Internacionais da UNAMA. 

A segunda guerra do Iraque é um divisor de águas para muitos analistas do cenário internacional. A campanha norte-americana na região iraquiana em prol da sua libertação acerca do ditador Saddam Hussein, e os resultados que esta guerra trouxe para ambos os lados – seja ele o estadunidense ou iraquiano – são no mínimo questionáveis. Entretanto, analisar esse conflito requer primeiro um conhecimento prévio sobre a história e sobre os contextos de ocupação antes já praticados por hegemonias, como a Grã-Bretanha no século XX, que durante os acontecimentos da primeira guerra mundial (1914-1918) invadiu territórios Otomanos, que hoje conhecemos como Iraque. 

Em 1914, durante os conflituosos anos da ‘Grande Guerra’, o Reino Unido invadiu uma das províncias Otomanas, Barsa. Com o pressuposto de “salvador” ou “libertador”, a Grã-Bretanha conseguiu em sua campanha de ocupação o desmantelamento do império Otomano, assumindo assim uma posição imperialista sobre suas províncias. Levando isso em consideração, o povo iraquiano que acabava de ser libertado dos senhores Otomanos, não pretendiam novamente ficar sobre o controle de outro império, o que culminou na revolta Iraquiana em 1920. A Grã-Bretanha conseguiu controlar a revolta, porém seus gastos foram enormes; a disparidade entre xiitas e sunitas causou ainda mais instabilidade na região e a perda do controle britânico foi logo notável. Ademais, a segunda guerra mundial fomentaria a perda da hegemonia inglesa tendo em vista os impactos causados na sua economia.

Os eventos de 2003 são uma réplica dos fatos antes ocorridos, entretanto, fatores políticos e países mudaram. Sendo assim, no ano de 2003, no dia 20 de março, com os Estados Unidos liderando, deu-se início a ocupação estadunidense no Iraque; o argumento usado para a invasão foi de que o regime praticado por Saddam Hussein , um regime tirânico, oprimia o povo iraquiano; além da posse de armas de destruição em massa que ameaçavam a paz. Logo, o contexto de invasão girava em torno de uma libertação do povo iraquiano, nem que esta fosse pela força.

As armas de destruição em massa cujo ditador possuía se provaram inexistentes, e durante o período de intervenção duzentos mil soldados americanos foram enviados para o Iraque, contra a vontade da ONU. A guerra do Iraque deixou novamente o que a história já havia deixado: morte, tristeza e pobreza. O legado de uma violenta guerra civil, um ódio ao ocidente no mundo islâmico e uma despesa superior a um trilhão de dólares que poderiam ter fins mais importantes. 

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Referências:

FUJII, William. A Guerra do Iraque e a Crise da História [PDF]. Academia. Edu. Disponível em: <https://www.academia.edu/7256314/A_Guerra_do_Iraque_e_a_crise_da_Hist%C3%B3ria> Acesso em: 29 de Abril. 2020.

BBC. Guerra do Iraque, 15 anos depois: as frases-chave que justificaram o conflito. 2018 [Internet]. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-43479249> Acesso: 29 de Abril. 2020.