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Ana Nogueira e Isabele Reis – Acadêmicas do 6° Semestre de Relações Internacionais da  Universidade da Amazônia

Robert W. Cox, é um dos expoentes da Teoria Crítica, ele realiza um estudo acerca da emancipação do indivíduo, analisando as relações de poder nos quais os mesmos estão inseridos. Considerado como neo gramsciano, apresenta estudos sobre o processo de formação histórica e social das hegemonias, realizando uma crítica veemente a ordem mundial.

A teoria de Cox é crítica no sentido de que fundamentalmente se interessa em como uma ordem mundial passa a existir, quais estruturas de poder e dominação são características de uma determinada ordem mundial, como elas se reproduzem e são preservadas e quais são as forças (no sentido de atores de classes) dentro de uma determinada  ordem mundial existente tem o potencial para a mudar (…) é baseada em concepção dialética da história que é sustentada no processo histórico contínuo de mudança e investiga o potencial para desenvolver alternativos (…) As relações de produção desempenham um papel muito importante nessa abordagem.( BIELER e MORTON, 2014 , p. 215).

Atualmente são perceptíveis as transformações do mercado interno de uma nação de acordo com as demandas que lhes são apresentadas. Dentre essas transformações, o mercado busca atingir uma quantidade maior de consumidores, adquirindo maior visibilidade e, por conseguinte ultrapassar fronteiras nacionais.

O termo “Black Friday” surge por volta de 1860, com alguns episódios que possivelmente originaram a data. O mais conhecido e aceito é o de que a data surgiu  em reflexo de uma crise econômica ocasionada por um crash na bolsa norte americana. No dia 24 de Setembro de 1869, em uma sexta feira quando dois bolsistas reconhecidos de Wall Street, Jay Gould e Jim Fisk, fracassaram no seu propósito e o mercado entrou em declínio, assim a data ficou conhecida como “Black Friday”.

Na contemporaneidade, a “Black Friday” não corresponde apenas a um dia caracterizado por promoções em escala global. A mobilização começa, de fato, no início do mês de Novembro em que é aberta oficialmente a temporada de compras na cidade.

Esse “evento” anual pode ser analisado como uma grande estratégia de marketing e vendas para atingir as populações mais distintas e em uma data que corrobora para que o superávit econômico aconteça no período que antecede o natal.

Desta forma, a Black Friday se perpetuou como tradição em diversos países pela ideia atrativa de uma compra fácil e acessível. A continuidade deste fenômeno se concretizada de acordo com que é construída uma mentalidade altamente voltada ao capital, desde sua busca até a utilização do mesmo, e assim, levando milhares de consumidores a investirem seu poder aquisitivo em bens supérfluos e não duráveis. Por consequência, a Black Friday garante sua conservação, visto que as estratégias de faturamento se renovarão a cada ano, assim como o desejo dos consumidores.

De popularização a tradição, a Black Friday virou se tornou uma espécie de parada obrigatória para milhares de pessoas facilmente influenciadas pelas tendências capitalistas do século XXI.

 

Referências:

BBC. De onde vem o nome Black Friday? Dez curiosidades sobre a data. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-38087960 . Acesso em: 22 Nov. de 2019

TELEGRAPH .How did Black Friday get its name? The history behind the biggest sales event of the year . Disponível em: https://www.telegraph.co.uk/black-friday/0/what-black-friday-name-why-called-history-meaning/ .  Acesso em: 22 Nov. de 2019 

FORBES. What Are The Economics Behind The Black Friday Sales?. Disponível em:https://www.forbes.com/sites/quora/2013/11/27/what-are-the-economics-behind-the-black-friday-sales/#54b129677790 . Acesso em : 22 Nov. de 2019

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Teoria das Relações Internacionais : o mapa do caminho – estudo e prática. Rio de Janeiro . Alta Books , 2016.