Maria Eduarda Diniz – acadêmica do 4° de Relações Internacionais da UNAMA

VIVA – A vida é uma festa (2017)

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O menino Miguel é apaixonado por música e um prodígio que sonha em seguir os passos de seu grande ídolo, Ernesto de La Cruz. Só há um problema: a música é proibida em sua família, depois que um de seus membros desapareceu para seguir a carreira de músico, há muitos anos, deixando sua família para trás. Desesperado para seguir seu sonho, Miguel acaba no Mundo dos Mortos por acidente onde encontra o resto de sua família, os quais prometem ajudá-lo desde que ele esqueça a música. Ao tentar achar um meio de voltar para casa, sem ter de cumprir essa promessa, o menino encontra o trapaceiro Hector que o ajuda em troca de um favor. A partir daí, Miguel entra numa aventura para descobrir a si e para descobrir a verdade sobre a sua família.

O dia de finados é um dia para lembrar dos entes queridos, sendo comemorado em todo o mundo, às vezes com uma grande festa, como no México,para lembrar daqueles que partiram, mas significaram muito em vida.  O filme trata da Morte como algo natural e, até mesmo, divertido. Com músicas e cores, transforma um momento em que muitos vem escuridão e uma passagem comum e interessante da vida, lembrando acima de tudo algo que importa para todas as culturas: a família.

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS (2014)

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Quando se fala de guerra, normalmente se fala de morte também. O que é interessante na história da Menina que roubava livros é como a morte se posiciona sobre si mesma, já que ela é a narradora da história. Liesel é uma órfã entregue a um casal alemão em 1938, uma menina interessante, como a morte a descreve no início, que não sabia ler mas, logo se tornou apaixonada pelos livros e pelas palavras à medida que seu pai adotivo, Hans, ensina a ela. O filme começa mostrando o relacionamento de Liesel com Hans e Rosa, e com as crianças de seu novo lar, em especial o menino Rudy. Até que a Segunda Guerra Mundial eclode, e a vida das pessoas mudam diante de seus olhos, incluindo a sua.

Nessa história, a Morte satiriza a própria imagem que temos dela. Ela afirma que sempre achou interessante se ver como a criatura sombria e fria de capa preta, porém estava mais para um sopro silencioso, porque era assim que a vida dos humanos se esvai: em um sopro. No contexto da guerra, enquanto revela a vida da menina, a Morte fala da inocência daqueles que nunca tinham vivido uma guerra ou que a tinham vivido e ainda não entendido bem seu significado, já que os “tolos” acreditavam que estavam caminhando para a glória, enquanto apenas estavam caminhando para ela, a Morte. A Menina que Roubava livros é um bom filme para lembrar a inocência infantil daqueles períodos conturbados, mas também para dar à Morte uma nova imagem, de um observador fiel e imparcial, que apenas espera pacientemente para segurar a mão de todos, algum dia.