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Brenda Melissa – Acadêmica do 5º Semestre de Relações Internacionais da UNAMA

Domingo,05 de maio, em Metz, localizada no leste da França, os ministros do Meio Ambiente do G7 iniciaram debates com o intuito de fomentar medidas efetivas para proteção da biodiversidade, as vésperas da publicação do relatório feito por um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) no qual apresentou dados preocupantes sobre a atual situação do meio ambiente.

Os impactos causados pelos seres humanos na natureza são avassaladores – Segundo a organização, 1 milhão de espécies de animais e vegetais estão ameaçados de extinção. Além dos países que compõe o G7, delegações como: México, Chile, Níger, Gabão, Egito, Índia, Indonésia, Ilhas Fiji, Noruega e União Europeia (UE) estão inclusas no encontro.

O Meio ambiente e os dilemas que os são constantemente ocasionados, fazem parte da agenda das “relações transnacionais”, visto que os Estados estão impossibilitados de obter uma solução internamente, pois envolve atores não estatais e gera consequências a todos os países do globo.

A teoria do Tabuleiro de Xadrez Tridimensional utilizada pelo teórico neoliberal Joseph Nye expõe três níveis de poder: bélico, econômico e as relações transnacionais. O terceiro nível, compete à parte mais abstrata do Tabuleiro. E no que tange ao meio ambiente, a efetividade vai além dos limites fronteiriços do Estado, logo, os malefícios ocasionados no ecossistema, trazem consequências negativas para todos os países. Com isto, a cooperação passa a ser o meio de resolução mais adequado, além de valorizar o termo “Soft-Power” utilizado nesta questão para criar redes com objetivo lidar com dilemas ambientais. Aquele Estado que se adequar melhor aos conceitos aceitos como normas globais à agenda terá um bom exercício do Soft Power.

Infelizmente o combate contra as mudanças climáticas ocultou por muitos anos a imensa necessidade de proteger a biodiversidade nas discussões internacionais. O meio ambiente está sendo degradado a uma velocidade sem precedentes, e um dos fatores determinantes é a nossa necessidade por cada vez mais alimentos e energia.

 Entretanto, há otimismo por parte de países como a França e Itália para que haja melhoras significativas deste tema no cenário internacional. Ambos ministros concordaram em utilizar uma iniciativa em conjunto, com a finalidade de auxiliar categoricamente para a redução das emissões atmosféricas provenientes do tráfego marítimo e reprimir os impactos negativos no ambiente marinho e na saúde das populações das zonas costeiras.

Os impactos ambientais gerados pelo homem são imensuráveis. Deste mondo torna-se essencial a atenção devida de toda sociedade civil global em conjunto aos governantes para os danos gerados ao ecossistema. Os delegados debaterão sobre uma série de projetos na qual buscam o combate ao desmatamento, poluição de plásticos, sistemas de ar condicionado limpos, proteção de recifes de corais, dentre outros. O que deve levar à criação de coalizões de países para impulsionar medidas. A carta adotada pelos países do G7, e uma parte dos demais países convidados, servirá de base às políticas públicas.

MARITIMO. França e Itália juntas pela criação de uma zona de controlo de emissões no Mediterrâneo. Disponível em: <https://revistacargo.pt/franca-e-italia-juntas-pela-criacao-de-uma-zona-de-controlo-de-emissoes-no-mediterraneo/>. Acesso em: maio de 2019

MARTINELLI, Caio. O Jogo Tridimensional: o Hard Power, o Soft Power e a Interdependência Complexa, segundo Joseph Nye. Disponível em: <http://www.humanas.ufpr.br/portal/conjunturaglobal/files/2016/06/5-Caio-Barbosa-Martinelli.pdf>. Acesso em: maio de 2019.