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Gabriela Freitas- Acadêmica do 5º Semestre do curso de Relações Internacionais da UNAMA

Música popular coreana ou K-Pop é um gênero musical caracterizado por uma grande variedade de elementos audiovisuais. Embora designe todos os gêneros de “música popular”, o termo é usado mais frequentemente para descrever uma forma moderna da música pop sul-coreana, que abrange estilos e gêneros incorporados do ocidente como pop e hip hop, além de suas raízes tradicionais asiáticas.

O gênero surgiu com Seo Taiji and Boys, formado em 1992. Sua experimentação realizada com diferentes estilos de música “remodelou o cenário musical sul-coreano”. Como resultado, a integração de elementos musicais estrangeiros, tornou-se uma prática comum aos idols da atualidade; o qual teve seu primeiro momento de ascensão mundial no ano de 2012 com o hit “Gangnam Style” do rapper Psy, que foi o primeiro vídeo no Youtube a alcançar a marca de 1 bilhão de visualizações. 

Com a notável atenção do mercado internacional, principalmente o norte-americano, se iniciou uma produção em massa de conteúdo audiovisual sul-coreano para as plataformas online. Onde obteve no segundo semestre de 2012, de acordo com a  Billboard, arrecadação de cerca US$ 3,4 bilhões, um aumento de 47,8% em relação ao ano anterior, e teve o seu reconhecimento pela revista Time como “a maior exportação da Coreia do Sul”.

Com os princípios da teoria da Indústria Cultural de Theodor W. Adorno da Escola de Frankfurt, faremos o embasamento desta análise. Além de filósofo e sociólogo também era musicólogo, o que lhe auxiliou no entendimento da performance da música no cenário internacional. Na qual afirma, que na indústria cultural existe a transferência das demais características da dominação para os bens culturais na modernidade, adaptando os produtos a um consumo de massa aliado aos interesses do capital. Logo, na sociedade administrada, qualquer produto artístico ou cultural é transformado em mercadoria para acolher os domínios comerciais.

Desta forma, com a grande facilidade das vendas da produção ligado ao gênero musical, para o filósofo de Frankfurt, com a banalização do caráter da arte musical, seus propósitos desfrutam extirpar a sensibilidade dos ouvintes, tornando-os fiéis seguidores do prazer pelo prazer. E então, como parte da onda coreana, o K-Pop foi abraçado pelo governo sul-coreano como uma ferramenta de poder de persuasão, particularmente aos jovens estrangeiros.

Uma vez que as exportações coreanas apenas tendem a crescer com a grande popularização não apenas do gênero musical, mas também dos Doramas Coreanos, rede que foi abraçada por grandes empresas cinematográficas como Netflix e Warner Bros Entertainment e da linha de skin care. À partir desse ponto, a indústria internacional passou a dar mais atenção ao estilo asiático, assim se tornando o “Líder de tendências na Ásia” segundo o The Economist em 2018.

Apresentando-se como uma via única de poder através da dominação e difusão cultural, a indústria cultural camufla a força das classes, tornando-se um guia que orienta os indivíduos para conseguirem desarticular qualquer forma de revolta contra o seu sistema.

Referências:

FREITAS, Verlaine. Adorno e a arte contemporânea. 2 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

Wikipedia Korea. Kpop. Disponível em:

https://ko.wikipedia.org/wiki/K-pop; Acesso em: 6 de Maio de 2019

UOL Brasil. Grupo de Kpop Gera Bilhões de Dólares a Coreia do Sul.

Disponível em:

https://f5.folha.uol.com.br/musica/2018/12/grupo-de-k-pop-bts-gera-bilhoes-de-

dolares-a-coreia-do-sul-diz-instituto.shtml; Acesso em: 6 de Maio de 2019