Maria Eduarda de Sena Diniz – 3° semestre de Relações Internacionais da UNAMA

O Julgamento de Nuremberg (1961)

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Tinham se passado três anos desde que os mais importantes líderes nazistas tinham sido julgados em Nuremberg. Dan Haywwod (Spencer Tracy), um juiz aposentado americano, tem uma árdua tarefa, pois preside o julgamento de quatro juízes que usaram seus cargos para permitir e legalizar as atrocidades nazistas contra o povo judeu durante a 2ª Guerra Mundial. À medida que surgem no tribunal as provas de esterilização e assassinato a pressão política é enorme, pois a Guerra Fria está chegando e ninguém quer mais julgamentos como os da Alemanha.

Assim é a sinopse deste filme que conta a história real dos Julgamentos de Nuremberg, um evento que marcou a história do Pós-Guerra e estabeleceu a base de várias leis internacionais e militares. O Julgamento de Nuremberg, cujas ações aconteceram num decorrer de 315 dias, chamou 24 pessoas ao banco dos réus; entre esses não estavam apenas militares do alto escalão nazista, mas também funcionários e estruturadores das finanças e da comunicação do partido nazista. Assim, era notável que a ideia do julgamento não era apenas para a condenação específica daquelas pessoas, mas também uma condenação ao ideário nazista e uma tentativa de frear isto no futuro.

Algo muito importante que o filme traz é a luta dos dois lados, da defesa e da acusação (desempenhados por atores de peso da época), para conceber o que significaria a absolvição ou a condenação dos réus, para a Alemanha e para o mundo. A palavra máxima era a justiça, mas enquanto a acusação apontava a condenação como uma forma de acesso a justiça, a defesa apontava o quanto isso seria desastroso para o futuro dos alemães e o quanto seria difícil reestruturar o país dessa forma, assim, apontava que a justiça da condenação, não era uma verdadeira justiça. Esse ponto entre o que é certo e o que não é, o que deve ser feito e o que não deve, move profundamente o filme, assim como moveu o acontecimento real. Todas essas circunstâncias, assim como várias outras que o longa carrega, o torna essencialmente necessário para ser assistido.

Casablanca (1942)

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Conhecido como um clássico dos corações apaixonados, Casablanca trata de uma história de amor em plena invasão nazista. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazistas por uma rota que passava pela cidade de Casablanca. O exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma das principais casas noturnas da região. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda refugiados, possibilitando que eles fujam para os Estados Unidos. Quando um casal pede sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, a bela Ilsa (Ingrid Bergman). Este amor vai encontrar uma nova vida e eles vão lutar para fugir juntos.

A sinopse já demonstra bem o que se esperar do filme. O sucesso, na época, contou com uma ajuda da própria guerra, pois uma invasão ocorrida no Marrocos, justamente na cidade de Casablanca, pouco antes da estréia do filme, contribuiu para sua popularidade. Apesar de ser um clássico e presente em quase todas as listas de filmes favoritos, ainda existem várias criticas acerca do produto final, de figuras como Umberto Eco, um importante erudito, que considerou a produção. Mesmo assim, o filme concorreu a vários prêmios na época e continua a ser considerado um dos maiores filmes de todos os tempos.

Algo importante para se ter em mente ao assistir o filme é o seu contexto. O longa trata e se passa no período da Segunda Guerra Mundial, porém preenche com bom humor e muito romance mesmo as cenas mais tensas, dando outro ar àquele período de duvidas e incertezas que permeava a vida dentro dos bastidores, nas vidas reais daquelas pessoas, fora do set de filmagem. Talvez sua pegada histórica inteligente ou simplesmente a história de amor, contribuem para manter este como um dos filmes mais amados do cinema.