Pérsepolis

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*O texto contém Spoilers* 

Anna Victhoria C. B. P. Oliveira- Acadêmica do 3º Semestre de Relações Internacionais da Unama

A dica internacional para esse sábado é a inspiradora animação de 2007, Persepólis, cujo nome faz menção à cidade iraniana. O longa diz respeito ao romance autobiográfico dirigido e escrito pela própria Marjane Satrapi (que protagoniza na história) e por Vincent Paronnaud. É um filme que aborda temas sensíveis como liberdade, crescimento, amor pela sua cultura e preconceito de forma tocante, divertida e singular ao retratar as memórias de Satrapi, crescida no Irã durante a Revolução Islâmica.

Assim, com abordagem carregada de simbolismo nas belas ilustrações em preto e branco, é narrada a vida de Marjane  a partir dos seus seis anos com a queda do Regime de Xá Mohammad Reza Pahlevi em background com o êxito da Revolução e os terríveis efeitos colaterais da guerra. Toda essa movimentação histórica aos olhos, inicialmente, da pequena e perspicaz Marjane, filha de marxistas convictos e neta de um dos últimos imperadores iranianos que durante todo esse processo complicado por conta das fortes movimentações políticas e sociais, terá sua vida doméstica afetada e inclusa desde cedo nesse contexto turbulento.

Marjane vivencia consecutivas mudanças em sua vida na busca de melhores lugares para viver, sendo que antes mesmo das suas frequentes realocações, quando estava no Irã, Marjane era vista como alguém que fazia parte da tribo punk ou rebelde, possuindo além de um temperamento difícil, gostos pessoais que carregavam muitos valores não essencialmente da própria cultura, mas também ocidentais, o que desencadeava várias repreensões especialmente da sociedade.

O longa demostra também o processo de seu amadurecimento como o primeiro casamento que ocorrera no início de seus 20 anos, também por conta de toda a pressão social que recaía sobre homens e mulheres, situação que aprofunda o relacionamento dela com a própria avó, quem sempre admirou e teve respeito, o que torna o fim mais triste quando ao escolher libertar-se daquela realidade de vez e com todo suporte da família para que não retornasse nunca mais ao Irã, Marjane, ao ser expatriada, distancia-se de sua família e é impossibilitada de ver a avó que em poucos momentos depois de sua partida, falecera.

 

Referência:

BORGO, Érico. Persépolis – O filme. Disponível em <https://www.omelete.com.br/filmes/persepolis-o-filme&gt;. Acesso em: 6 de abril de 2019.

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