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Anna Victhoria  C. B. P. Oliveira- Acadêmica do 3° semestre de Relações Internacionais da Unama 

Uma ótima pedida internacionalista para esse fim de semana inspirador em casa após uma data tão importante quanto o Dia Internacional da Mulher, é o filme americano lançado em 2016, Hidden Figures, ou, no Brasil, Estrelas Além do Tempo, dirigido e escrito por Theodore Melfi, que teve como base o livro de Margot Lee Shetterly para a produção.

O filme expõe de forma clara e em certos momentos descontraída a vida no período em que se passa, adentrando no plano íntimo das heroínas sem deixar a desejar quando toca de forma séria e com sensibilidade em questões sociais como a discriminação de gênero e racial que estavam  em bastante foco naquele momento de forte patriarcalismo e latente segregação racial norte-americana, tendo como background o ano 1961, no alvoroço da Guerra Fria ao que ocorria a Corrida Espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética que é narrado juntamente das histórias das grandes matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson.

O enredo centra-se na biografia dessas três mulheres negras, ou, como eram chamadas em seus serviços prestados para a NASA, computadores humanos, e suas vivências na amizade cultivada por elas em meio aquela luta da qual enfrentavam juntas todos os dias em uma sociedade e ambiente de trabalhos hostis, imprevisíveis e bastante inoportunos para mulheres e negros que sonhavam com uma promoção e melhores condições, realidade que, infelizmente permanece e por isso torna tão importante o incentivo desse protagonismo hoje tanto para jovens quanto adultos no cinema da forma em que é abordado no título, rendendo uma boa análise crítica, por exemplo, para a teoria de gênero em Relações Internacionais.

As amigas, assim, contribuíram ativamente como peças-chaves para que os Estados Unidos avançassem na corrida espacial travada até enfim alcançarem o primeiro objetivo, que resultaria, futuramente, na chegada do primeiro homem à Lua, sendo o filme rico em utilização de documentos como fotos e vídeos históricos da situação e belo em como demonstrou o legado das personalidades em cada um de seus caminhos trilhados de forma a transpassar a inquietação, fascínio e comoção com a bravura que tiveram para “ir além dos números” que faziam parte do seu ofício, conquistando, dessa forma, seus lugares almejados e devidos direitos diante dos desafios impostos desde que contratadas, servindo ao país de modo único em suas dadas funções.

 

Fontes:

Veja.                                            Disponível                                                      em:

https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/estrelas-alem-do-tempo-historia-real-e-ainda-mais-otimista/